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Anak Krakatau muda o ritmo das erupções, sem encerrar o alerta

Avaliação de 11 de setembro registra explosões intermitentes após cerca de 25 horas de erupção contínua; satélites mostram a dispersão de gases e cinzas.

Imagem orbital de 5 de setembro de 2026 mostra uma pluma branca sobre extensa nuvem castanha de cinzas do Anak Krakatau, com mar azul e uma ilha verde no alto à direita.
Imagem: NASA Earth Observatory / Michala Garrison — dados Landsat do USGS, 5 de setembro de 2026; imagem orbital, sem alterações.

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Análise editorial SUPER SCI-Z

O fim de uma erupção contínua não é necessariamente o fim da atividade de um vulcão. No Anak Krakatau, entre Java e Sumatra, a questão passou a ser como interpretar a mudança no ritmo das explosões. A avaliação das autoridades indonésias até as 6h de 11 de setembro de 2026, no horário do oeste da Indonésia (UTC+7), manteve o alerta no nível III, chamado Siaga.

Para acompanhar a mudança, a Agência Geológica da Indonésia reuniu observações visuais e registros dos instrumentos de monitoramento. A erupção contínua de 4 a 6 de setembro durou cerca de 25 horas. Depois dela, a agência contabilizou 14 erupções do tipo estromboliano até o horário da avaliação. São explosões intermitentes associadas à liberação de gás do magma, capazes de lançar cinzas e fragmentos incandescentes.

O acompanhamento sísmico mostrou sinais diferentes na superfície e em profundidade. Alguns tipos de abalos associados à atividade superficial oscilavam com tendência de queda, enquanto os terremotos vulcânicos aumentavam em relação ao padrão médio registrado no vulcão. A agência interpreta o aumento dos eventos profundos como sinal de movimento ou alimentação de magma em profundidade. Essa interpretação ajuda a explicar por que a redução da atividade superficial não levou ao encerramento do alerta.

Uma observação orbital documentou outra parte do episódio. Em imagem obtida em 5 de setembro pelo satélite Landsat 8 e divulgada pela NASA em 9 de setembro, uma pluma branca de gases vulcânicos aparece sobre uma extensa nuvem castanha de cinzas. Também em 5 de setembro, um sensor do satélite Suomi NPP registrou a dispersão em uma área mais ampla. As imagens mostram o material que alcançou a atmosfera; não são uma imagem do magma no interior do vulcão.

A agência meteorológica indonésia, BMKG, analisou a distribuição das cinzas por satélite em 6 de setembro. O material se espalhava em direções distintas conforme a altitude e os ventos, afetando o espaço aéreo. Por isso, a avaliação das rotas de aviação precisa acompanhar a localização da cinza, e não apenas o ritmo de explosões na cratera. A NASA informou que operações aéreas haviam sido retomadas até 8 de setembro; essa retomada não equivalia à desativação do vulcão.

Os registros descrevem, portanto, uma mudança de regime eruptivo, não uma passagem demonstrada à inatividade. Na avaliação de 11 de setembro, a recomendação oficial continuava sendo não entrar no raio de 3 quilômetros da cratera ativa. Para moradores, navegantes e autoridades, o acompanhamento combina dois problemas: a atividade na origem e o transporte de cinzas. O comportamento seguinte do Anak Krakatau exige novas observações, não pode ser deduzido de uma fotografia isolada.

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Pontos essenciais

  • A agência registrou 14 explosões estrombolianas após a fase contínua, na avaliação de 11 de setembro.
  • Sinais sísmicos profundos e menor atividade superficial não são medidas equivalentes do estado do vulcão.
  • O nível III e o raio de restrição de 3 quilômetros foram mantidos; a dispersão de cinzas requer acompanhamento próprio.
Fonte principalKementerian ESDM / Badan Geologi

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